Resumo: Como organizar a rotina dos filhos na guarda compartilhada? Dicas reais de um advogado com experiência em Direito de Família sobre convivência equilibrada, escola, saúde e evitar conflitos. Priorize o bem-estar das crianças.
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A guarda compartilhada é a regra no Direito de Família brasileiro desde a Lei 13.058/2014. Ela busca equilibrar o convívio dos filhos com ambos os pais, priorizando sempre o melhor interesse da criança ou do adolescente. Depois de mais de 32 anos atuando em casos de família no Rio de Janeiro, vejo que o sucesso dessa modalidade depende muito de uma boa organização prática do dia a dia.
Pontos essenciais para a logística:
- Definição da residência base: Em geral, os filhos têm uma moradia principal (normalmente a que melhor atende à rotina escolar, proximidade de amigos e atividades), mas o tempo de convivência deve ser dividido de forma equilibrada com o outro genitor. O juiz pode fixar os dias e horários considerando a realidade de cada família.
- Rotina escolar e atividades: Combinem com antecedência quem leva e busca na escola, nas aulas de inglês, natação ou terapia. Escolas e estabelecimentos são obrigados a fornecer informações a ambos os pais (multa prevista em caso de recusa).
- Troca de custódia: Estabeleçam horários fixos e locais neutros ou combinados (casa de um dos pais, escola ou ponto intermediário) para evitar conflitos. Use aplicativos ou agendas compartilhadas para registrar compromissos.
- Feriados, férias e datas especiais: Alternem feriados, férias escolares e datas como aniversários e Dia dos Pais/Mães. O ideal é formalizar isso no acordo ou na sentença para prevenir desentendimentos.
- Comunicação entre os pais: Mantenham diálogo respeitoso, focado nos filhos. Evitem discussões na frente das crianças. Em casos de alta conflitividade, a mediação ou orientação de psicólogo ajuda muito.
- Despesas e saúde: Dividam responsabilidades financeiras (alimentos, plano de saúde, material escolar) conforme definido judicialmente ou por acordo. Ambos os pais têm direito e dever de acompanhar consultas médicas e decisões importantes.
Cada caso é único e depende das condições fáticas da família. O que funciona para uma pode não servir para outra. Recomendo sempre buscar assessoria jurídica para formalizar o que for necessário, evitando idas desnecessárias ao Fórum.
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