A Lei do Superendividamento (14.181/2021) permite ao consumidor de boa-fé propor plano de pagamento de até 5 anos preservando o mínimo existencial. O Desenrola Brasil oferece renegociação com descontos e permite usar parte do FGTS. Ambos os caminhos visam reorganizar as finanças e suspender restrições cadastrais das dívidas incluídas.
Tempo estimado de leitura: 3 minutos
Muita gente carrega o peso do nome sujo há anos. Cartão, cheque especial, empréstimo pessoal, Fies… a conta não fecha e o crédito some. A boa notícia é que o ordenamento brasileiro oferece caminhos concretos e legais para reorganizar a vida financeira sem perder a dignidade.
A Lei nº 14.181/2021 (Lei do Superendividamento) inseriu no Código de Defesa do Consumidor a possibilidade de o consumidor de boa-fé, pessoa física e não empresário, propor a repactuação global de suas dívidas de consumo. O objetivo é preservar o mínimo existencial: o plano de pagamento pode chegar a cinco anos e o juiz pode homologar a proposta mesmo que nem todos os credores concordem, desde que se respeite o que a família precisa para viver com dignidade básica. Após a homologação, as restrições cadastrais das dívidas incluídas no plano tendem a ser suspensas.
Paralelamente, o Desenrola Brasil (em sua versão atualizada) funciona como via extrajudicial de renegociação. Oferece descontos que podem chegar a percentuais elevados, juros limitados e prazos alongados para dívidas de cartão, cheque especial, crédito pessoal e Fies, entre outras. Uma das novidades relevantes é a possibilidade de utilizar parte do saldo do FGTS (até 20% do saldo ou R$ 1.000, o que for maior) para amortizar ou quitar as dívidas renegociadas, com transferência direta pela Caixa ao credor. Dívidas de pequeno valor (até R$ 100) podem ser desnegativadas de forma automática em determinadas condições do programa.
Os dois caminhos não se excluem. Em alguns casos o Desenrola resolve de forma rápida e prática. Em outros, quando há múltiplos credores, resistência à negociação ou necessidade de proteção judicial do mínimo existencial, a ação de superendividamento se mostra mais adequada. O importante é mapear todas as dívidas (Registrato do Banco Central ajuda bastante), reunir comprovantes de renda e despesas essenciais e avaliar, com orientação técnica, qual rota preserva melhor o orçamento familiar.
Limpar o nome não é mágica nem perdão de dívida. É reorganização responsável, com respaldo legal, para que o brasileiro volte a respirar e a planejar o futuro.
Para saber mais sobre o tema, clique no meio de contato abaixo.

Deixe uma resposta