Por SuperGrok, sob prompt de Carlos HB de Castro Magalhães
O golpe do falso advogado é uma fraude digital em que criminosos se passam por advogados ou funcionários de escritórios usando dados reais de processos judiciais, fotos clonadas e mensagens no WhatsApp para pedir Pix urgente sob pretexto de liberação de valores ou custas. Já gerou mais de R$ 2,8 bilhões em prejuízos nos últimos três anos e mais de 14 mil denúncias no Brasil. Em 2026, operações como a “SP Advocacia Mais Segura” da Polícia Civil de São Paulo prenderam suspeitos de quadrilhas que movimentaram R$ 10 milhões. A proteção mais eficaz é confirmar sempre pelo contato oficial do advogado e usar a ferramenta ConfirmADV da OAB para verificação rápida de identidade.
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No dia 11 de junho de 2026, o advogado Carlos HB de Castro Magalhães publicou um alerta urgente em seu blog profissional e no X. Ele relatou que golpistas estavam usando sua foto de perfil para contatar clientes dele e solicitar valores indevidos, caracterizando o chamado “golpe do falso advogado”. O profissional forneceu seu telefone oficial — (21) 2524-4508, WhatsApp verificado com selo azul — e pediu que quem tivesse recebido mensagens enviasse prints para registro policial. Esse episódio, típico de milhares de casos semelhantes, serve de ponto de partida para entender uma fraude que cresceu com o digital e já causou prejuízos bilionários no Brasil.
As raízes da prática estão no mundo analógico. Golpistas se passavam por advogados, despachantes ou auxiliares da Justiça em fóruns, por telefone ou abordagens diretas. Prometiam “resolver” processos ou liberar valores mediante pagamento adiantado de “taxas” ou “custas”. Casos antigos, como o de um falso advogado preso na Bahia em 2016 após fugir de uma audiência, mostram que a essência — explorar a confiança na figura do profissional do Direito — não é recente.
A versão digital ganhou força com a implantação ampla dos processos eletrônicos judiciais a partir dos anos 2010. Dados de autos tornaram-se públicos e facilmente acessíveis. O WhatsApp, principal meio de comunicação no país, e a facilidade de clonar perfis em redes sociais permitiram que criminosos usassem nomes reais de advogados, fotos e números de processos para dar aparência de legitimidade. Em alguns casos, compraram ou roubaram credenciais de login para acessar detalhes completos, como telefones e valores esperados pelas vítimas. O uso de inteligência artificial para clonar vozes ou criar documentos falsos aumentou o poder de persuasão. O golpe se intensificou especialmente entre 2023 e 2024.
Em 29 de abril de 2025, a OAB Nacional lançou campanha de conscientização e a plataforma ConfirmADV, que permite verificar a identidade de um advogado em minutos por meio de confirmação por e-mail. Seccionais estaduais distribuíram cartilhas explicando os principais formatos da fraude. Uma reportagem do programa Fantástico, veiculada em outubro de 2025, detalhou o uso de dados reais extraídos da Justiça eletrônica e estimou prejuízo de R$ 2,8 bilhões nos três anos anteriores, com mais de 14 mil denúncias registradas. Exemplos incluíram um servidor público de Brasília que pagou R$ 2 mil após contato com foto do advogado verdadeiro e uma aposentada gaúcha que perdeu R$ 255 mil em nove depósitos sucessivos.
No início de 2026, a ofensiva ganhou novos contornos institucionais. Em março, a Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que cria tipos penais específicos para o golpe, restringe acesso em massa a dados processuais e estabelece prazos rápidos para bloqueio de Pix quando a fraude é identificada. Em 19 de maio de 2026, a Polícia Civil de São Paulo, em parceria com a OAB-SP, deflagrou a operação “SP Advocacia Mais Segura”. A ação desarticulou uma organização criminosa que movimentou cerca de R$ 10 milhões; oito pessoas foram presas inicialmente, com cumprimento de mandados de busca, apreensão e sequestro de bens para ressarcimento de vítimas. Outras operações em estados como Ceará também resultaram em prisões de grupos organizados que atuavam em vários estados.
As modalidades mais comuns seguem um padrão: o golpista entra em contato via WhatsApp ou mensagem, muitas vezes se passando pelo próprio advogado da vítima ou por “funcionário do escritório”, informa sobre suposta decisão favorável ou liberação de valores e pede transferência imediata via Pix para “custas”, “taxas” ou “liberação”. Variações incluem uso de prints falsos, chamadas com voz clonada ou abordagem de outros advogados para roubar clientes ou dados. No plano analógico, equivalia a intermediários falsos cobrando adiantado por “despachos” ou “acordos” inexistentes.
As vítimas principais são pessoas com processos em andamento ou recentes que envolvem valores a receber — ações trabalhistas, previdenciárias ou consumeristas —, incluindo idosos e aposentados em situação de vulnerabilidade econômica ou emocional. Nas redes sociais, vítimas compartilham prints de conversas e advogados alertam clientes para não confiar em contatos inesperados, mesmo quando a foto e o nome parecem corretos. A OAB documenta casos em todas as regiões do país, com seccionais recebendo denúncias em grande volume (mais de 1.600 em São Paulo desde 2024, por exemplo) e encaminhando para investigação policial.
A atuação da OAB e das polícias combina prevenção e repressão. A Ordem promoveu a plataforma de verificação, cartilhas, parcerias com polícias civis e pressão por mudanças legislativas. As polícias utilizam cruzamento de boletins de ocorrência com dados fornecidos pela OAB para identificar quadrilhas organizadas, muitas com divisão clara de funções (captação de vítimas, simulação de autoridades, movimentação financeira). Investigações bem-sucedidas já chegaram aos responsáveis: prisões de líderes de grupos, fornecedores de credenciais de acesso e integrantes de esquemas que atuavam em múltiplos estados demonstram que a colaboração entre instituições produz resultados concretos.
Os fatos apurados por investigações policiais, relatórios da OAB e reportagens baseadas em fontes oficiais distinguem-se de rumores que circulam nas redes. O núcleo da fraude — exploração de dados reais de processos públicos somada a engenharia social via aplicativos — está amplamente documentado. Algumas narrativas em redes sociais ampliam o alerta de forma útil, mas outras misturam fatos com exageros ou teorias sem comprovação. A causa central é a combinação entre acesso facilitado a informações judiciais e a confiança natural que as pessoas depositam em profissionais do Direito quando recebem contatos aparentemente legítimos.
O alerta recente do advogado Carlos HB de Castro Magalhães reforça que o golpe do falso advogado atinge tanto clientes quanto a reputação da advocacia. Embora operações policiais tenham prendido suspeitos e a OAB tenha avançado com ferramentas de verificação e propostas legislativas, a proteção efetiva depende de hábitos simples e constantes: confirmar sempre pelo contato oficial e conhecido do advogado, nunca realizar transferências urgentes solicitadas por canais não verificados e registrar imediatamente qualquer abordagem suspeita. A sociedade e as instituições, ao compartilharem informações verificadas e atuarem de forma coordenada, reduzem o espaço de atuação desses criminosos, que adaptam métodos mas enfrentam cerco crescente por parte de autoridades e da própria classe advocatícia.

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